Pelo menos 365 pessoas foram sequestradas entre segunda-feira, 17 de novembro, e sexta-feira, 21 de novembro, na Nigéria. Se a escala destes raptos impressionou as pessoas, o banditismo faz parte da vida quotidiana dos nigerianos que vivem no noroeste do país há vários anos. Nesta imensa área nas fronteiras do Níger e do Benin, as gangues prosperam. A ponto de ter, em certa medida, substituído estruturas estatais, explica Nnamdi Obasi, investigador do International Crisis Group.
Será que os últimos raptos marcam uma aceleração do fenómeno dos raptos que afecta o noroeste da Nigéria há uma década?
Na verdade não, infelizmente. Milhares de nigerianos são sequestrados todos os anos [entre janvier et juillet 2024, au moins 3 277 personnes ont été enlevées selon le cabinet de conseil nigérian SBM]. Quando as escolas, e especialmente as turmas de raparigas, são visadas, isso chega às manchetes.
Mas o fenómeno é muito mais amplo: afecta escolas, mas também mesquitas, igrejas, estradas, quintas, aldeias… Assim, na véspera do rapto das 24 estudantes no estado de Kebbi, segunda-feira, 17 de Novembro, 74 pessoas foram raptadas no estado de Zamfara. Mas como estes raptos tinham como alvo comunidades agrícolas localizadas em zonas rurais muito remotas, não foram divulgados.
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