Depois do desastre, as perguntas. As inundações catastróficas que devastaram o norte da ilha de Sumatra, na Indonésia, no final de Novembro, alimentaram debates acesos sobre as falhas na gestão ambiental. As consequências de o desmatamento são particularmente denunciados.
As inundações provocadas pelas chuvas torrenciais causadas pelo ciclone tropical Senyar deixaram 961 mortos e 293 desaparecidos, segundo o relatório provisório da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB) desta quarta-feira, 10. Dezembro, e deslocaram 1 milhão de pessoas. Imagens de aldeias demolidas por inundações, como durante um tsunami ou um terremoto, e pilhas de troncos de árvores, alguns incrustados no que resta das casas, circularam nas redes sociais.
“Em muitas áreas afectadas, os residentes das aldeias relatam que as cheias levaram não só lama e água, mas também troncos inteiros e pedaços de madeira – evidência física clara de que florestas ainda existentes e árvores recentemente derrubadas estavam na bacia hidrográfica e se tornaram cargas móveis, aumentando enormemente o poder destrutivo das cheias.”decifra Fithria Edhi, pesquisadora e ativista ambiental indonésia que vive em Banda Aceh, capital desta província gravemente afetada pelas enchentes no norte de Sumatra.
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