Christian Herrault, ex-vice-diretor geral da Lafarge e sua advogada, Solange Doumic, no tribunal de Paris, 4 de novembro de 2025.

Desde que rebentou o escândalo da Lafarge, uma suspeita incómoda paira sobre esta questão: será que os serviços de inteligência sabiam que a empresa pagou dinheiro a grupos jihadistas na Síria entre 2012 e 2014? Desde que o julgamento do fabricante de cimento por “financiamento do terrorismo” foi aberto, em 18 de novembro, perante o tribunal criminal de Paris, todos aguardavam o depoimento de uma das únicas testemunhas com resposta a esta pergunta.

Jean-Claude Veillard, um antigo soldado em operações especiais, que se tornou diretor de segurança da Lafarge e depois candidato da Frente Nacional nas eleições municipais de 2014, foi durante algum tempo indiciado neste caso. Mas embora a Procuradoria Nacional Antiterrorismo (PNAT) tenha solicitado o seu encaminhamento para tribunal, os juízes de instrução rejeitaram o caso contra ele. Foi, portanto, como simples testemunha que ele prestou depoimento na terça-feira, 9 de dezembro.

Como é habitual para os gestores de segurança de grandes grupos industriais que operam no estrangeiro, Jean-Claude Veillard forneceu regularmente informações aos serviços de inteligência sobre a situação de segurança em torno da fábrica de cimento síria Lafarge, localizada no norte do país. Esteve em contacto com a Direção de Inteligência Militar, a Direção Geral de Segurança Interna e a Direção Geral de Segurança Externa (DGSE). O suficiente, na verdade, para alimentar todas as fantasias.

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