O Ministro da Saúde, Stéphane Rist (à esquerda), e o Ministro do Trabalho e da Solidariedade, Jean-Pierre Farandou (centro), durante a audiência da Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Nacional sobre o projeto de lei de financiamento da Segurança Social para 2026, 21 de outubro de 2025.

“Escandaloso”, “inaceitável”, “injusto”… É um eufemismo dizer que a medida que afecta as franquias médicas, ou seja, estas verbas que ficam a cargo dos pacientes pelas caixas de medicamentos ou pelas consultas médicas (falamos então de contribuições fixas), recebeu uma avalanche de críticas dos deputados que continuaram a análise, quarta-feira, 29 de Outubro, do projecto de lei de financiamento da Segurança Social.

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Do Comício Nacional (RN) ao La France insoumise, passando pelos Les Républicains (LR) ou eleitos socialistas, demorou pouco tempo para que os parlamentares da Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Nacional conseguissem a eliminação do artigo 18, que previa a ampliação do âmbito das franquias. Uma ronda de aquecimento antes da votação que deverá realizar-se no Hemiciclo, em sessão pública, a partir de terça-feira, 4 de Novembro, devendo depois ser retomada a apreciação a partir do texto inicial do governo, tal como exige o processo orçamental.

No âmbito da poupança de 7 mil milhões prometida pelo executivo para a saúde neste texto orçamental de 2026, a duplicação das franquias, das contribuições fixas e dos seus limites máximos – atualmente de 50 euros – deverá permitir libertar 2,3 mil milhões de euros. A medida, que é unanimemente contra entre os representantes dos pacientes e cuidadores, foi anunciada em julho pelo ex-primeiro-ministro François Bayrou (dezembro de 2024 a setembro de 2025). E muito mal recebido, após uma duplicação inicial dessas franquias em 2024.

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