
Chega de reality shows de puro confinamento, simplesmente pontuados por confrontos e histórias de amor, é hora de jogos e estratégia. Depois Os cinquenta, O poder – da qual a 3ª temporada começará em breve -, O Cérebro ou mesmo O Clube de Detetives no W9, TFX também se envolveu notavelmente A Batalha: A Maldição da Ilhaque imergiu figuras de reality shows em uma atmosfera digna de Ko Lanta. Desta vez inspirado no maquiavelismo de Traidoreso canal oferece um formato totalmente novo desde 26 de janeiro chamado Trapaceiros que nos mergulha no mundo dos cassinos.
“Não é longo, é interminável“: Por que no final das contas não gostei Trapaceiroso novo conceito de TFX
O princípio: dois trapaceiros são designados em segredo e conhecem antecipadamente todas as regras do jogo, ignorando suas respectivas identidades. Do lado oposto, os demais candidatos são os “regulares” e devem desmascarar os traidores. Em cada partida, três jogadores correm o risco de eliminação na roleta, que pode evoluir de acordo com as partidas vencidas durante a semana. Os ingredientes perfeitos para ver estratégias (às vezes instáveis) implementadas e reviravoltas improváveis. Sim, mas aí está, muitas reviravoltas malucas… matam o suspense e nos confundem. Durante a primeira parte, a roleta mudou três vezes… em seis episódios! Eu estava no ponto em que queria acabar com isso rapidamente. Sem sorte, ainda não sabíamos quem foi eliminado no final do próximo episódio! Mas a quem estamos enganando? Em três semanas e meia de transmissão, tivemos apenas duas saídas. Não é longo, é interminável. Principalmente porque, entre os jogos, somos brindados com sequências “clássicas” de reality shows, baseadas em conexões entre candidatos. Boooooorrrrrrrrring! Estamos em 2026. Queremos diversão OU romance, não ambos.
“O verdadeiro problema são os trapaceiros“: quando o elenco do show fracassa
Do lado do elenco, foi-nos prometido ecletismo com a presença de figuras de reality shows como Simon Castaldi ou Marvin, grandes estrategistas prontos para tudo como Nicolo e Maïssane e personagens mais inesperados neste tipo de show, como o cantor Yanns e sua esposa Jade, a drag queen Lolita Banana ou a cantora Kamini. E funciona bastante bem, uma vez que foram criadas alianças improváveis (Lolita Banana, Mélanie ORL e Maïssane) e surgiram animosidades igualmente lunares (quem poderia prever que Simon Castaldi teria Kamini na sua mira?).
O verdadeiro problema são os trapaceiros (é uma pena quando esse é o papel principal do formato). Além de Nicolo que conseguiu se manter discreto no primeiro round (mas que desperta cada vez mais suspeitas), os demais estão fazendo barulho! Foi também assim que Yanns foi desmascarado. Mas vamos falar por dois minutos sobre Aïmed. Ele encontra TODAS as respostas, cumpre TODAS as missões mesmo quando é francamente incompreensível. Sutileza zero. E isso acontece. Mas acorde! Honestamente, felizmente há Mélanie ENT e Maïssane para liderar a investigação (esse ainda é o objetivo do show, lembro) e Kamini e Lolita Banana para dar um pouco de ânimo, porque senão vamos ficar entediados.
Esta é apenas a minha opinião porque em termos de audiência o programa teve bastante sucesso. Então, na primeira semana, Trapaceiros foi seguido por 250 mil espectadores em média (1,36% de audiência) e 257,8 mil na segunda semana (1,36% de público). Apesar da cessação da diária Academia Estrelao programa não sofreu queda de audiência na semana 3 (254,8 mil seguidores em média, ou 1,3% de share de audiência). Um valor ligeiramente superior em comparação com A Batalha, a maldição da ilhaseguido em média por 248.680 espectadores (ou seja, 1,28% de participação de audiência)… incluindo eu (e adorei!).