O historiador Jacques Revel, ex-presidente da Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (EHESS) entre 1995 e 2004, faleceu na quinta-feira, 12 de março, aos 83 anos. A sua obra, dedicada principalmente à sociedade do Antigo Regime e à escrita da história, traz a marca de uma reflexividade singular. Desde cedo, na sua geração, voltou-se para historiografias não francófonas, em particular para a micro-história italiana, da qual foi um dos principais contribuidores.
Nascido em 25 de julho de 1942, em Avignon, ingressou na Ecole Normale Supérieure em 1963, depois, tendo obtido a agregação de história, no CNRS em 1973. Estes anos de formação foram para ele uma escola de incertezas e dúvidas, que constituíram um fio condutor paradoxal na sua carreira de historiador. Incerteza quanto à escolha das disciplinas e sua validação acadêmica: depois de ter aprendido a decifrar hieróglifos para se tornar egiptólogo, desistiu deste projeto e iniciou uma tese na Escola Francesa de Roma sobre o abastecimento da cidade na era moderna, que nunca terminou.
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