Sua voz atrevida, seu sussurro e seu senso de humor o tornaram famoso, tanto no cinema quanto no rádio e na televisão. Atriz, roteirista, diretora, colunista, dramaturga, romancista… Do final da década de 1970 até sua morte, sexta-feira, 20 de março, em Neuilly-sur-Seine (Hauts-de-Seine), aos 67 anos, vítima de câncer de pulmão, Isabelle Mergault foi um pau para toda obra.
Nascida em Paris em 1958, filha de pai cirurgião e mãe dermatologista, interessou-se por teatro desde a adolescência. Muito rapidamente, a jovem Isabelle Mergault fez do seu estigmatismo – no seu caso, a falta de articulação dos sons “ch” e “j” – uma singularidade que lhe abriu as portas do cinema. Em sua primeira aparição, A Evasão (1979), de Daniel Duval, com Miou-Miou e Maria Schneider, interpreta uma prostituta. Ela desempenha pequenos papéis com Jean-Jacques Beineix (Divã1981), Jean-Marie Poiré (Os homens preferem os grandes1981) ou mesmo Edouard Molinaro (Por cem tijolos você não tem mais nada1982).
Em 1985, Isabelle Mergault interpretou uma professora de ciências naturais que se apaixonou por Patrick Bruel em Professores, por Patrick Schulmann. A cena em que ela imita uma pomba e fala sobre “bela calcinha” no lugar de uma coruja fulva contribuiu para o sucesso de público do filme, que atraiu 2,8 milhões de espectadores.
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