O artista francês Philippe Favier morreu no sábado, 7 de março, aos 68 anos, num acidente de viação entre o seu estúdio em Chateaudouble (Drôme) e a sua residência perto de Nice. Desenhista, pintor e gravador, sua absoluta singularidade fez dele uma preciosa exceção.
Nasceu em 12 de junho de 1957, em Saint-Etienne, filho de pais comerciantes. Criança habituada a brincar sozinha e a inventar histórias, mais tarde faria deste hábito a sua marca pessoal. Descobrindo a literatura no ensino médio, sendo fotógrafo por um breve período e um ano como enfermeiro no hospital psiquiátrico de sua cidade, ingressou no Beaux-Arts de Saint-Etienne em 1979, onde seus professores foram os curadores Daniel Abadie e Bernard Ceysson, além do pintor Jean-Marc Scanreigh.
Inicialmente cativado pela arte conceitual, Philippe Favier rapidamente se afastou dela indo para o oposto: pequenos desenhos a caneta esferográfica em jornal dos quais recortava as figuras para fixá-las na parede. São cavaleiros, soldados, banhistas com os seus guarda-sóis e as suas tendas – todos muito pequenos já que os conjuntos, que podem incluir dezenas de elementos, não ultrapassam cerca de quinze centímetros. Figurativo, não poderia ir mais longe das tendências dominantes, minimalistas e conceituais, como a pintura neo-expressionista em que vê “uma travessura pesada”. “Eu queria, ele resumiu em 1985fazer coisas ridículas, fazer bobagens. »
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