Escritor português Antonio Lobo Antunes, em Cascais, 30 de setembro de 2017.

Ele não era um daqueles escritores que procuravam agradar: “Não escrevi para trazer paz a ninguém. Não vi sentido em divertir, entreter ou agitar bichinhos de pelúcia na frente de adultos. Fiz livros para adultos que ficam de olhos bem abertos”escreveu ele em 2012 em uma coluna na qual se despedia – em última análise, temporariamente – da cena literária.

Famoso pela complexidade e exigência dos seus livros – complexidade que era a da própria vida, defendeu –, António Lobo Antunes faleceu no dia 5 de março, em Lisboa, anunciou no mesmo dia a sua editora portuguesa, o grupo Leya. Ele tinha 83 anos. Este escritor considerado rude, provocador e até excessivo, deixa uma abundante obra de cerca de trinta romances, além de livros de crônicas e coletâneas de poesia. Uma soma marcada por uma grande inventividade formal, mas também por um profundo sentimento de escárnio e também pelo mais sombrio pessimismo.

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