Os estilistas dignos de atenção já não são legião na semana de moda de Nova York, onde a temporada outono-inverno 2026-2027 vai até 16 de fevereiro. Entre eles, Rachel Scott, à frente de duas casas: Proenza Schouler, da qual é oficialmente diretora artística desde setembro de 2025, e Diotima, marca que criou em 2021.
A primeira marcou o apogeu da moda nova-iorquina nos anos 2000. Os seus fundadores, Jack McCollough e Lazaro Hernandez, deixaram-na em 2025 para se juntarem à Loewe em Paris. O desafio de Rachel Scott é provar que, sem eles e após vinte e quatro anos de existência, a marca (que pertence aos seus fundadores e ao fundo de investimento Mudrick Capital Management) ainda é relevante. Durante seu desfile de 11 de fevereiro, ela conseguiu isso injetando o chique um tanto frio da casa (ternos midi, vestidos longos) com arestas sugestivas (botões excêntricos, fendas inesperadas).
Domingo, 15 de fevereiro, será a vez de desfilar sua gravadora Diotima. Com este projeto “muito pessoal”o jamaicano pretende mostrar que a cultura e o saber-fazer caribenhos não têm menos valor do que os seus equivalentes europeus. Como evidenciam os tops arrastão, os vestidos justos de malha e os ternos do guarda-roupa masculino, que conferem às suas criações uma dimensão artesanal e sensual.
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