
Com uma linha editorial a meio caminho entre os documentários de Netflix e os cursos teóricos do Collège de France, esta nova plataforma, cujo nome significa “semeador” em latim, procura democratizar o acesso ao conhecimento científico através de programas inovadores e estimulantes, liderados por uma comunidade de aprendizagem composta pelos melhores especialistas.
Conteúdo vivo, incorporado e ancorado na realidade
Esta iniciativa, liderada por Pierre Gilbert, palestrante e ex-especialista clima do Instituto Rousseau, nasceu da observação de que a sociedade tinha conhecimento sólido para lidar com crises ambientais, democráticas e tecnológicas, mas estas estavam dispersas entre laboratórios, grupos de reflexãocentros de pesquisa, associações e universidades. Além disso, a infobesidade digital, o ruído da redes sociaisfeeds contínuos de notícias e conteúdo promocional produzem mais confusão do que compreensão entre o público em geral.
Para remediar esta situação, Sator reúne estes conhecimentos num catálogo de longas masterclasses, estruturadas em cerca de vinte episódios de cerca de 30 minutos, que constituem módulos de formação online sobre diversos temas que vão desde as leis da biodiversidade às questões hídricas, passando pela transição energética, biomimética, histórias mediáticas deecologia ou neurociência comportamental.
Uma comunidade de especialistas de alto nível
Cada curso é construído com especialistas reconhecidos, escolhidos pela capacidade de aliar pesquisa, experiência de campo e senso pedagógico. Entre os palestrantes, encontramos o economista comum Gaël Giraud, a especialista em moda sustentável Victoire Satto, a fundadora da mídia The Good Goods, a jornalista Anne-Sophie Novel, a bióloga Azeitona Hamant, ou o pesquisador Pablo Servigne.
A aposta é tanto editorial quanto política. Ao oferecer acesso a conhecimentos científicos exigentes, mas encenado e filmado com cuidados estéticos que lembram os padrões das plataformas de streaming, Sator oferece uma experiência única de imersão intelectual no gênero, indo na contramão do fluxo fragmentado de vídeos curtos, que promove o desenvolvimento de competências.
Os cursos de formação também são certificados. Cada programa é completado por várias sessões MCQ de 10 a 15 questões que permitem avaliar o nível de compreensão de um assunto e emitir um certificado nominal seguro, partilhável em LinkedIn.
E funciona. A taxa média de conclusão das masterclasses situa-se entre os 60 e os 70%, com uma taxa de sucesso nas questões de escolha múltipla a rondar os 73%, valores relativamente elevados nouniverso da formação online, sinal de uma certa adequação entre formato, público-alvo e suporte educativo.