“Sessenta anos de jornalismo literário. Volume I. Uma antologia dos anos de “Combate” (1945-1951)”, de Maurice Nadeau, ed. Maurice Nadeau, “Poché”, 348 p., 14,90€.

“Eloges”, de André Gide, prefácio de Jean-Claude Perrier, 1001 Nuits, 118 p., 6€.

“Este é Landru!” Crónicas judiciais e factos diversos”, de Colette, prefácio de Frédéric Maget, Archipoche, 288 p., 12,90€.

Vamos chamar isso de “síndrome de Maurice Garçon”. nomeado em homenagem a este eminente advogado criminal letrado (1889-1967), defensor de Pauvert e outros, grande fã de Huysmans. Esta sensação de que uma crónica literária beira a contestação jurídica, de que só falamos de certos livros “no tribunal” e com a mão no coração, numa espécie de risco total que faz do artigo menos uma crítica do que uma defesa solene, um testemunho decisivo.

É a mesma impressão que atinge o leitor de Sessenta anos de jornalismo literárioantologia de críticas de Maurice Nadeau (1911-2013) publicada em Combateonde, chegando por acaso, inicia um percurso crítico, uma verdadeira epopeia do olhar literário, que o levará à criação de A Quinzena Literária e Novas cartase à sua editora. Em cada texto prevalece a impressão urgente de que a literatura está brincando. É tudo ou nada.

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