“Para mim, fazer um filme é um processo de transformação permanente. » Maureen Fazendeiro não gosta de coisas fixas. Simplesmente entregar o que foi planejado no papel causa ansiedade. O realizador francês, de 36 anos e radicado em Portugal, gosta de reinventar constantemente o que foi pensado. Para As estaçõesa sua primeira longa-metragem em nome próprio, que mistura documentário e ficção para contar a história da região rural do Alentejo, no sul de Portugal, optou, durante a montagem, por quebrar a estrutura que regia o guião e as filmagens.
“Disse a mim mesmo que íamos voltar aos poucos no tempo. Houve uma época para o presente, uma época para a “revolução dos cravos”, uma época para os Leisners [les Allemands Georg et Vera Leisner, pionniers de l’histoire de l’archéologie portugaise] e uma temporada para lendas locais »confidencia, por videoconferência em Lisboa, onde vive com o companheiro, o cineasta Miguel Gomes. O resultado, que entrelaça todas essas camadas, parece assim mais livre e orgânico. A jornada de um pensamento em movimento.
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