Ainda não eram 7h da manhã de terça-feira, 7 de abril, quando o TGV 7304 que ligava Dunquerque a Paris atingiu o trailer de um comboio excepcional na passagem de nível nº. 96 na cidade de Bully-les-Mines (Pas-de-Calais). O motorista do TGV, de 56 anos, morreu instantaneamente. Este experiente ferroviário, pai de quatro filhos, deveria ter se aposentado neste verão. Entre os 246 passageiros do trem, apenas cerca de dez pessoas ficaram levemente feridas, todas fora de perigo físico, mas muito chocadas com o acidente.
Do motor resta apenas uma pilha de sucata que testemunha a violência do impacto. De Dunquerque a Arras, os TGV viajam na rota clássica antes de ingressar na linha de alta velocidade para Paris, onde viajam a mais de 300 quilómetros por hora. Mas neste “fim de linha”, como é chamado no jargão ferroviário, o trem viajava a 131 quilômetros por hora, abaixo da velocidade autorizada (140 km/h). Porém, o motorista não conseguiu fazer nada para evitar o caminhão, que estava em uma passagem de nível.
Segundo testemunhas citadas pela imprensa local, o comboio acionou a buzina durante cerca de dez segundos antes da colisão que não conseguiu evitar. Depois disso, percorreu “várias centenas de metros” – o motor descarrilou, mas não os carros – antes de parar, relatou o prefeito de Pas-de-Calais, François Xavier Lauch, que se deslocou ao local ao lado do ministro dos Transportes, Philippe Tabarot, e do CEO da SNCF, Jean Castex.
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