Uma imagem, disponibilizada pelo Alto Comissariado da República na Polinésia Francesa em 4 de fevereiro de 2026, mostra uma apreensão de fardos de cocaína feita num navio que navegava ao largo da Polinésia Francesa, em 2 de fevereiro de 2026.

A Marinha Francesa apreendeu 4.249 toneladas de cocaína de um navio na Polinésia Francesa, declarou o Alto Comissariado da República na Polinésia Francesa na quarta-feira, 4 de fevereiro, num comunicado de imprensa, confirmando informações do canal local TNTV.

O navio interceptado no dia 2 de fevereiro, vindo da América Central, transportava 174 fardos de cocaína e dizia seguir em direção à África do Sul. A droga foi destruída no mar, fora da Zona Económica Exclusiva (ZEE) da Polinésia e da sua área marinha protegida, disse o exército à Agência France-Presse (AFP).

O Ministério Público não deu início ao processo, com o objectivo de concentrar os recursos jurídicos franceses em factos que dizem directamente respeito ao território nacional. Porém, o medicamento não se destinava ao mercado polinésio, que não consegue absorver tais quantidades. “De acordo com o Ministério Público de Papeete e de acordo com as práticas aplicáveis ​​no direito internacional, o navio e a sua tripulação retomaram a navegação”indicou o Alto Comissariado no seu comunicado de imprensa.

Restringir a circulação de drogas

Isto já tinha acontecido quando foram apreendidas 4,87 toneladas de cocaína em meados de Janeiro: o navio em causa está agora em reparação nas Ilhas Cook, mas é monitorizado 24 horas por dia, segundo as autoridades locais. Os navios interceptados são rastreados por satélite e processos judiciais podem ser iniciados por outros países do Pacífico.

A polícia e as alfândegas da região estão a trabalhar em conjunto para conter a circulação de drogas da América Latina para países consumidores, como a Austrália. A Polinésia Francesa está localizada nestas rotas marítimas e é ela própria afectada por um consumo significativo de metanfetaminas. Mas a sua pequena população de 280 mil habitantes impede que seja alvo de um tráfico massivo de drogas.

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O mundo com AFP

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