A Caisse des Dépôts (CDC) devolveu aos seus beneficiários 164,4 milhões de euros em 2025 que estavam inativos em contas bancárias ou apólices de seguro de vida inativas, informou a instituição pública na segunda-feira, 16 de março, num comunicado de imprensa.

Conta bancária perdida, conta poupança infantil esquecida ou seguro de vida de um ente querido falecido cujo beneficiário não conhecemos: desde 2017, é possível pesquisar a existência destas contas “inativas” no serviço online Ciclade, gerido pela Caisse des Dépôts.

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Caso existam tais valores, pessoas físicas, beneficiários ou notários podem solicitar a sua restituição, gratuitamente. Para verificar se os bens são devidos, a pesquisa é simplificada e exige a inserção do nome, nome(s), data de nascimento, data de falecimento (se aplicável) e nacionalidade do titular da conta ou assinante do contrato. Também é possível indicar o número da conta encerrada ou do comprovante de capitalização.

Havendo coincidência entre a informação preenchida pelo internauta e a transmitida pelas instituições financeiras, o requerente é convidado a criar uma conta e a fornecer os documentos comprovativos necessários. As pessoas que procuram bens podem ser titulares, subscritores, herdeiros, beneficiários ou notários.

200.000 solicitações em 2025

Em 2025, foram feitos 200 mil pedidos deste tipo, relata a Caisse des Dépôts, organismo financeiro público também responsável pela gestão da maior parte dos fundos depositados em contas poupança, para cerca de 174 mil pagamentos. Em média, foram devolvidos 943 euros por pedido.

Quando uma conta está inativa, os bancos devem escrever regularmente ao titular da conta para convidá-lo a se manifestar. Após um certo período de inatividade (geralmente dez anos), a conta é transferida para a Caisse des Dépôts.

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Em 2025, foram transferidas para o CDC 758 mil contas e contratos, num total de 671 milhões de euros. Se vinte anos depois estes montantes ainda não forem reclamados, são pagos ao Estado e às comunidades ultramarinas. Em 2015, receberam 89 milhões de euros.

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