Leïla Shahid, em Alès (Gard), em março de 2022.

Nos minutos que se seguiram ao anúncio da morte de Leïla Shahid, quarta-feira, 18 de fevereiro, aos 76 anos, os seus admiradores da Palestina, França e outros lugares publicaram uma avalanche de fotos de recordação nas redes sociais. Não aquelas selfies ocasionais, destinadas a valorizar um currículo no LinkedIn, mas explosões de vida, reuniões familiares, sorrisos de orelha a orelha. Estas mensagens de tristeza, mas também de gratidão, assinadas por compatriotas ou companheiros de viagem, testemunham a aura singular que era a de Leïla Shahid.

A ex-representante da Palestina em França (1993-2006) e na União Europeia (2006-2015), período durante o qual se tornou uma figura familiar no panorama audiovisual francês, foi muito mais do que uma diplomata. Uma mulher de liderança e de diálogo, que contava entre os seus amigos íntimos muitos artistas e intelectuais, movida pela sua causa, mas sensível a todas as injustiças, uma debatedora formidável, temida pelos seus homólogos israelitas, mas intratável na questão do anti-semitismo, Leïla Shahid foi uma grande senhora, a grande senhora da Palestina.

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