Léa Salamé, durante audiência na Comissão de Inquérito do Audiovisual Público, na Assembleia Nacional, em Paris, 2 de fevereiro de 2026.

A lista de caça do relator da comissão de inquérito da radiodifusão pública, Charles Alloncle (Hérault, União dos Direitos da República) não estaria completa se não tivesse conseguido localizar o apresentador das “20 Horas” da France 2.

Durante mais de duas horas e meia, segunda-feira, 2 de fevereiro pela manhã, acompanhada pelos editores Hugo Plagnard e Julien Duperray, Léa Salamé cumpriu, portanto, o exercício do depoimento sob juramento. Tão relaxado como se fosse um passeio no parque, o jornalista não planejou fazer o papel da presa. Quaisquer que sejam as tensões à sua volta, nenhuma dúvida a terá crucificado.

Em primeiro lugar, sem dúvida, porque o método de interrogatório do deputado Ciottiste já não tem nada que surpreenda os seus interlocutores. Dado que o seu princípio é pesquisar os antecedentes pessoais e políticos dos entrevistados com o alegado objectivo de descobrir o que considera serem conflitos de interesses ocultos, era esperada a principal crítica que provavelmente seria dirigida a Léa Salamé: a jornalista partilha a vida do deputado europeu Raphaël Glucksmann, fundador do partido pró-europeu e ambientalista Place publique, potencial candidato às eleições presidenciais de 2027.

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