Bustier rosa, estilo Madonna, para ela. Camisa sem mangas e justa para ele. Ópera de luvas, para os dois. O casal Laurence Fournier Beaudry-Guillaume Cizeron instalou, assim que entrou no gelo da Arena de Patinação no Gelo de Milão, o toque de glamour e o toque de sofisticação que o público parecia esperar. A sua elegância, a sua presença e a sua simbiose marcaram a diferença desde os primeiros passos e não foram negadas depois numa actuação de excepcional harmonia.
Na segunda-feira, 9 de fevereiro, a noite já havia caído em Milão (Itália) há boas duas horas, quando fortes aplausos saudaram os franceses ao entrarem na pista de gelo. Nesta arena com 9.700 lugares nos subúrbios ao sul da capital lombarda, 80% lotada, cada assento parecia ocupado por olhos famintos pela perfeição. E o público, torcedor, sabia que o casal tricolor não iria decepcioná-los, assim como as outras vinte e duas duplas que se sucederam entre as 19h20. e 23h30, em gelo polido como um espelho.
Certamente, a dupla Laurence Fournier Beaudry-Guillaume Cizeron, que patinam juntos há pouco mais de um ano, estava entre os favoritos, no grupo com maior probabilidade de ganhar uma medalha, quarta-feira, 11 de fevereiro, após a segunda rodada da competição de dança no gelo. Mas nesta peça técnica eles se apresentaram um pouco aquém dos americanos Madison Chock e Evan Bates, tricampeões mundiais, que também foram muito aplaudidos ao subirem ao palco. Os hipermedalhistas também ficaram esperando, pois a lista de passes os tornava os últimos a entrar na pista de gelo.
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