A cozinha, aberta para o restaurante, está em pleno funcionamento. Meia hora antes do primeiro serviço, os cerca de dez voluntários que vieram dar uma mãozinha agitam-se ao som da música, seguindo os conselhos do chef Kany Sissoko, que treinou em comunicação antes de passar a cozinhar. Os pratos são preparados seguindo uma organização rigorosa e bem oleada.
Na Cop1ne, sala 14e bairro de Paris, a poucas paragens de eléctrico da Cité universitaire, inaugurada há apenas um ano, a cantina solidária está sempre cheia. Voluntários e clientes vêm e voltam, guiados por um mantra: “Por e para estudantes”. O objetivo? Oferecer refeições de qualidade, a preços imbatíveis aos estudantes, que ali comem por 3 ou 5 euros, dependendo da fórmula, e tornar-se num local de partilha e encontro. A cozinha vegetariana de autor do estabelecimento é confeccionada com produtos sazonais, locais e, sempre que possível, orgânicos.
Na origem deste projeto, a observação da precariedade estudantil, com 34% de alunos que saltam regularmente refeições por falta de dinheiro em 2025, e a associação Cop1. Fundada há cinco anos por estudantes para ajudar os seus colegas durante a crise da Covid-19 na distribuição de alimentos, tem agora 28 filiais em França, onde promove o acesso dos jovens à alimentação, cultura, direito, desporto, saúde, etc.
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