Justine Emard combinou um encontro em sua casa, terça-feira, 10 de março, em um magnífico loft parisiense localizado no bairro 20e distrito, perto do cemitério Père-Lachaise. A jovem de trinta anos relembra a história do lugar, que serve de estúdio: o prédio já abrigou uma fábrica de soldadinhos de brinquedo; agora é um refúgio de arquitetos e artistas. Ela nos recebe com café e biscoitos japoneses para chá, depois se senta à mesa de trabalho, de frente para dois computadores. É aqui que discutiremos, num espaço banhado de luz, diante de grandes janelas salientes. Meio casual, meio séria, de jeans e camiseta, um grande anel vermelho no dedo médio direito, a artista visual relembra sua carreira e mostra alguns de seus trabalhos na tela.
Ela passou seus primeiros anos em Clermont-Ferrand, criada por uma mãe que ensinava crianças cegas e um pai que era comerciante. Justine Emard concorda prontamente hoje: ela não estava de forma alguma predestinada para tal carreira. Porém, ela confidencia com voz suave, lembrando-se da criança que foi: “Já queria inventar coisas novas, era fascinado pela criação. » Por isso iniciou um curso artístico no ensino médio, depois se voltou para as Belas Artes em sua cidade natal, antes de escapar por um semestre na Escola de Artes Visuais da Universidade de Oklahoma (Estados Unidos) e concluir o curso com um mestrado em “gestão de projetos culturais” na Universidade Blaise-Pascal, ainda na capital Auvergne.
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