
Priyanka Chopra Jonas interpreta uma temível ex-pirata em “The Cliff”, filme de ação musculoso produzido pelos irmãos Russo, disponível hoje no Prime Video.
Esqueça Jack Sparrow e suas piruetas bêbadas. The Cliff chega ao Prime Video com uma ambição completamente diferente: transformar o filme pirata em uma máquina de guerra ultraviolenta, a meio caminho entre John Wick e Piratas do Caribe, com uma dose de feminismo durão como bônus.
Produzido por Joe e Anthony Russo – os arquitetos do MCU – e dirigido por Frank E. Flowers (roteirista de Bob Marley: One Love), o filme acompanha Ercell Bodden apelidada de “Bloody Mary” (Priyanka Chopra Jonas), uma ex-pirata convertida em mãe pacífica nas Ilhas Cayman.
Só que seu ex-capitão, Connor (Karl Urban, impecável como antagonista implacável), chega para fazê-lo pagar por uma traição do passado. Resultado: 1h41 de ação quase ininterrupta onde Bloody Mary libera sua fúria vingativa para proteger seu filho Isaac (Vedanten Naidoo), seu marido TH (Ismael Cruz Cordova) e sua cunhada Elizabeth (Safia Oakley-Green).
100% entretenimento, com suporte até o fim
Poderíamos dizer de imediato: La Falaise não se preocupa com o cenário. O filme privilegia a ação crua, lutas coreografadas e acrobacias espetaculares em detrimento de uma trama sofisticada. Mas esse é o ponto dele. O filme abraça plenamente sua busca pelo puro entretenimento, sem pretensão de contar uma grande e bela história.
A particularidade do filme é sua mistura explosiva de estilos. O gun-fu ao estilo John Wick – pistolas, rifles e armas de fogo (às vezes um pouco sofisticados demais para a época, mas vamos em frente) – anda de mãos dadas com o clássico filme de espadachim, sabres e facas para apoiá-lo.
Priyanka Chopra Jonas, já conhecida por seus papéis de ação, entrega aqui uma composição fiel às anteriores. Seu Ercell é um guerreiro implacável, formidável em combate, e o filme não hesita em mostrar seus crânios esmagados enquanto diz ao filho para desviar o olhar. Isso também é ser uma boa mãe.
Indiana Jones + Os Goonies no final
A última parte do filme muda para um registro francamente lúdico. O confronto final obrigatório numa caverna que Indiana Jones não teria negado multiplica os perigos e armadilhas mortais. Oscilamos, portanto, entre uma homenagem a Indy e aos Goonies, mas uma versão adulta. Uma sequência onde o filme se desprende completamente dos cavalos e assume o seu ADN como puro espetáculo.
Por fim, é impossível perder o aceno histórico: o apelido “Bloody Mary” é uma homenagem direta a Mary Read, uma verdadeira mulher pirata do século XVIII. Ao encarnar uma heroína tão formidável, La Falaise insere-se numa linha feminista… oportunista certamente, mas que é boa para o género. É sempre útil lembrar que uma mulher pode ser tão formidável quanto um homem.
La Falaise está disponível no Prime Video desde 25 de fevereiro de 2026.