euO segundo turno das eleições presidenciais de 2027 começou em 14 de fevereiro, após a morte do ativista de extrema direita Quentin Deranque em Lyon? Um encontro presencial com que sonha o Rally Nacional (RN) e que La France insoumise (LFI) de Jean-Luc Mélenchon teoriza há vários anos, sob o lema de “eles contra nós”.
Desde a tragédia de Lyon, a extrema direita, a direita e alguns macronistas aproveitaram a oportunidade para fazer do líder da LFI a nova pessoa pouco frequentada da República, apelando à organização “uma frente comum” contra ele. Uma inversão dos padrões da barreira republicana que não desagrada Jean-Luc Mélenchon.
Durante dois anos, acelerou a sua transformação populista, aumentando o número de controvérsias, flertando diversas vezes com a retórica antissemita e assumindo essa brutalidade oratória contra a mídia ou a instituição judicial. Seus comentários duvidosos e conspiratórios sobre a pronúncia do sobrenome judeu Epstein, na quinta-feira, 26 de fevereiro, em Lyon, mais uma vez ampliaram a distância entre ele e o resto da esquerda. François Hollande acusou o homem com quem trabalhava no PS de ter “acabou caindo em fórmulas antissemitas”. Jean-Luc Mélenchon, por sua vez, atribuiu a sua saída ao “ironia”, acusando seus detratores de “incitar deliberadamente a violência contra a LFI”.
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