A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, no Senado, em Roma, em 22 de outubro de 2025.

Manter o rumo da disciplina orçamental, ao mesmo tempo que envia alguns sinais à opinião pública em geral, e aos eleitores de direita em particular: entre impostos mais baixos sobre o rendimento, tributação adicional dos bancos e arrendamentos de curta duração (Airbnb, etc.), o executivo italiano conseguiu extrair algumas medidas emblemáticas da sua lei financeira para 2026.

Na terça-feira, 28 de outubro, porém, estas decisões não foram unânimes dentro da coligação liderada pela presidente do conselho de extrema-direita, Giorgia Meloni. Adotado em Conselho de Ministros, o texto é analisado no Parlamento onde ainda deverá ser sujeito a ajustes negociados entre os componentes da maioria. Em qualquer caso, a margem de manobra é reduzida, sendo dada prioridade à redução do défice orçamental. Deverá, portanto, cair abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, em parte graças a uma nova tributação temporária dos bancos e companhias de seguros italianos, que deverão produzir 3,9 mil milhões de euros em receitas fiscais em 2026.

O sector financeiro do país está, de facto, a registar lucros escandalosos, possibilitados pelo aumento global das taxas directoras do Banco Central Europeu desde 2022. Para os bancos, em 2024, ascenderam a 46,5 mil milhões de euros em lucros, segundo o principal sindicato do sector.

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