A Itália afirma ter frustrado uma série de ciberataques russos contra locais ligados aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, incluindo hotéis e vários locais do Ministério dos Negócios Estrangeiros, anunciou o chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, dois dias antes da cerimónia de abertura. “Estas são ações de origem russa”acrescentou.
Desde 26 de janeiro, membros da polícia italiana especializada em segurança cibernética atuam nos principais locais dos Jogos Olímpicos (que terminam em 22 de fevereiro), segundo comunicado oficial. As suas intervenções visam proteger infraestruturas críticas e monitorizar a rede, tanto por razões de ordem pública como para prevenir possíveis ameaças terroristas.
Esta atividade segue “dois eixos estratégicos: a proteção de infraestruturas informáticas críticas e a vigilância de redes por razões de ordem e segurança públicas, bem como para a prevenção e combate a possíveis iniciativas terroristas”segundo a mesma fonte.
Durante as Olimpíadas de Paris em 2024, 141 “eventos de segurança cibernética”em conexão com os Jogos, havia sido denunciada à Agência Nacional de Segurança de Sistemas de Informação (Anssi) durante a competição, sem afetar o bom andamento dos eventos.
A Rússia, país regularmente no topo do quadro de medalhas nos Jogos de Inverno, terá apenas uma equipe de 13 atletas em Milão-Cortina; terão de competir sob uma bandeira neutra, sanção imposta pelo Comité Olímpico Internacional devido à invasão da Ucrânia por Moscovo, poucas semanas depois dos últimos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim, em 2022.