Brice Hortefeux, no Tribunal de Apelação de Paris, 16 de março de 2026.

Houve um espaço em branco e Brice Hortefeux ficou completamente pálido. O antigo ministro de Nicolas Sarkozy estava a apresentar a sua versão bem ensaiada na quarta-feira, 25 de Março, no julgamento de recurso do suposto financiamento por fundos líbios da campanha presidencial de 2007 – da qual parece que ele teve pouco a ver com este caso doloroso – quando o Presidente Olivier Géron, mais imaturo do que nunca, apanhou-o de frio. E se a “nota de Moussa Koussa”, que menciona a presença de Brice Hortefeux durante a reunião na Líbia onde foi decidido o pagamento de milhões a Nicolas Sarkozy, fosse autêntica? “Conjuntura pura”deslizou o presidente, não zangado com seu pequeno efeito. Ainda com alguns elementos sérios.

A nota assinada por Moussa Koussa, chefe da segurança interna da Líbia, é publicada pela Mediapart entre os dois turnos da eleição presidencial, em 28 de abril de 2012. Relata o “apoio à campanha eleitoral do candidato presidencial Sr. Nicolas Sarkozy no valor de 50 milhões de euros”Depois “consulta da ata da reunião realizada em 10.6.2006”reunião da qual participou “o diretor dos serviços de inteligência da Líbia” (Abdallah Senoussi), “o presidente da agência líbia para investimentos africanos” (Bechir Saleh), “e do lado francês, o Sr. Brice Hortefeux e o Sr. Ziad Takieddine, e no qual foram acordados o valor e as condições de pagamento.”

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