Imagine. Música que evoca os abismos. Dois skatistas vestidos com fantasias nos tons azul esverdeados do oceano que se transformam em uma dupla perfeita. Um casal que, por sua vez, se une, se separa, também se junta para se tornar um só. Quatro minutos e trinta segundos de um espetáculo completo de patinação e teatro ao mesmo tempo, que surpreendeu, quarta-feira, 11 de fevereiro, os 9.700 espectadores da Arena de Patinação no Gelo de Milão e os milhões de pessoas posicionadas atrás de suas telas de televisão. Este balé rendeu o ouro olímpico aos dançarinos de gelo franceses Laurence Fournier Beaudry e Guillaume Cizeron, já liderando a competição após a primeira fase – a dança rítmica que aconteceu dois dias antes.
Nas arquibancadas da arena milanesa, o público americano compareceu em massa, com as bandeiras dos Estados Unidos em evidência, para encorajar Madison Chock e Evan Bates, entre os favoritos na corrida pelo ouro e, finalmente, segundos colocados nestes Jogos italianos. Mas mesmo estes apoiantes não conseguiam tirar os olhos do conjunto franco-canadiano, hipnotizados pelo seu desempenho.
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