David Amiel, Ministro da Ação e Contas Públicas, em Matignon, 26 de março de 2026.

Máquina traseira. Após numerosos protestos sindicais, o governo decidiu reduzir as suas ambições de restringir licenças especiais remuneradas das quais os funcionários públicos podem beneficiar para eventos familiares e de paternidade. Um projeto de decreto, que o Ministério da Ação e Contas Públicas apresentará no dia 8 de abril ao conselho conjunto da função pública, já não contém estas medidas.

O executivo deve publicá-lo antes de meados de junho, conforme ordenado pelo Conselho de Estado por decisão de dezembro de 2025. Na verdade, este texto é aguardado há mais de seis anos e a lei de transformação da função pública de 2019, que remeteu a um decreto a tarefa de estabelecer a lista destas autorizações de ausência em torno de um quadro de referência comum para assim remediar as práticas heterogéneas das administrações.

O governo apresentou no final de Janeiro os primeiros contornos da sua reforma tendo como primeira ambição a consolidação jurídica das autorizações de ausência recentemente introduzidas por lei: as concedidas para realização de exames de gravidez obrigatórios e de procedimentos médicos ligados à procriação medicamente assistida, as concedidas a agentes envolvidos num processo de adopção ou ainda as concedidas em caso de morte de uma criança.

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