Royal Mint Court, local da futura embaixada chinesa em Londres, 6 de dezembro de 2024.

A luz verde do governo britânico para o projeto da “megaembaixada” chinesa no coração de Londres (perto da Tower Bridge), na terça-feira, 20 de janeiro, causou relativamente poucas ondas, apesar das controvérsias que gerou nos últimos meses. É preciso dizer que surgiu poucas horas depois de uma nova provocação de Donald Trump que monopolizou a atenção mediática do outro lado do Canal da Mancha – o presidente norte-americano descreveu o acordo negociado pelo Reino Unido com as Maurícias, relativo às Ilhas Chagos, como “estupidez”. No entanto, a oposição a esta enorme representação diplomática, que Pequim tornou uma prioridade (e que seria a maior da Europa se realmente visse a luz do dia), continua tão determinada e a controvérsia não está prestes a cessar.

A China, cujos diplomatas estão espalhados por vários endereços de Londres, voltou-se para o enorme complexo Royal Mint Court em 2018. Foi lá, nos limites da City, que até ao final da década de 1960 foram cunhadas as moedas do Reino Unido. A vocação diplomática do local foi confirmada no mesmo ano por Boris Johnson, então ministro das Relações Exteriores de Theresa May. Como é procedimento, Pequim submete os seus planos de desenvolvimento ao conselho municipal do distrito de Tower Hamlets, do qual depende a Casa da Moeda Real. Mas, em 2022, este último rejeitou por unanimidade o projeto, citando o seu impacto nos residentes de cerca de uma centena de unidades habitacionais adjacentes à Casa da Moeda Real.

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