
Desde 20 de março, a França lamenta a morte de Isabelle Mergault, que morreu de cancro aos 69 anos. Dez dias depois, os seus entes queridos prestaram-lhe uma última homenagem durante o seu funeral, que teve lugar no cemitério Père-Lachaise, em Paris. Entre elas, a escritora Isabelle Alonso, sua melhor amiga há mais de trinta anos. Seu cúmplice Grandes cabeças na RTL falou na cerimônia para homenagear sua memória.
A romancista leu assim um texto que escreveu para a mulher que conheceu em 1995 no programa anteriormente apresentado por Philippe Bouvard. “Você me ultrapassou, Isabelle. Eu queria acreditar, acreditei além da razão, que você encontraria uma maneira de ficar”, dirigiu-se a ela, em discurso que posteriormente publicou em seu site.
“Uma mulher de pé, independente e livre”
“Eu não sabia, não queria, entenda. E aqui estou eu na sua frente, tentando fazer você perceber o quanto já sentimos sua falta. Como vamos sentir sua falta, sentir nossa falta de novo, sentir nossa falta por muito tempo…”, ela começou diante de um público composto principalmente por Laurent Ruquier, Christine Bravo, Steevy Boulay, Anne Roumanoff, mas também sua filha adotiva, Maya, que chocou seu público.
“Percebi, desde aquela sexta-feira suja em que você saiu, o quanto você é popular em todo o país, o quanto as pessoas te amam, te estimam”, continuou o autor. “E cada uma dessas evocações rasga meu coração, pois sinaliza sua ausência.” Isabelle Alonso então voltou à carreira de estrela.
“Você nunca fez nada como todo mundo. Você nunca fez nada além do seu próprio caminho, jogou em todos os lados. Seu perfil na Wikipédia indica suas qualidades como atriz, diretora, roteirista, dramaturga, colunista e romancista”, sublinhou. Depois, confessar toda a admiração que tinha por ele, “uma mulher íntegra, independente, livre. Um artista risonho e terno, sensível e zombeteiro”.
“Obrigada, Isabelle, por existir”, concluiu Isabelle Alonso
A ativista feminista também falou da amizade que tinha com a falecida: “A gente se vê. Antes de finalizar: “Aplaudo com as duas mãos sua jornada de liberdade, descarada, insolente, inusitada. Que marca, que persiste, que inspira. E que permanecerá”.
Em suma, todo o público faz “a sua parte” da atriz: “Não é uma lembrança, é uma tatuagem. Obrigada, Isabelle, por existir”.
Artigo escrito com a colaboração da 6Medias