Ainda hoje, a saga “Crepúsculo” continua a ser comentada. Entre escolhas estéticas engenhosas e o polêmico bebê digital, uma retrospectiva dos segredos que moldaram o universo sombrio e misterioso de Bella e Edward.

Quase 18 anos após o lançamento do primeiro filme da franquia Crepúsculo, certas escolhas técnicas continuam a alimentar discussões entre os fãs. Apesar do impressionante sucesso comercial, a saga adaptada dos romances de Stephenie Meyer nunca escapou às críticas, nomeadamente no que diz respeito a certos efeitos especiais considerados pouco convincentes.

No total, os cinco filmes da série arrecadaram quase US$ 3,45 bilhões em todo o mundo. No entanto, desde o seu início, a franquia teve que lidar com restrições significativas. A primeira parte, dirigida por Catherine Hardwicke, teve um orçamento relativamente modesto para uma produção desta escala: 37 milhões de dólares.

Na época, o estúdio não tinha certeza se essa adaptação atrairia espectadores suficientes para ser lucrativa. A equipa teve, portanto, de ser engenhosa para limitar os custos, especialmente no que diz respeito aos efeitos visuais.

Por que o primeiro filme tem uma atmosfera tão sombria?

Uma das escolhas mais marcantes diz respeito ao clima onipresente no filme. Segundo o diretor, não era apenas uma questão de estética.

Filmamos no inverno porque o céu fica mais nublado nesta estação. Não poderíamos ter sol forte porque os vampiros teriam que brilhar. Nós realmente não queríamos que eles brilhassem o tempo todo, não podíamos permitir isso. A cintilação CGI era muito cara”, confidenciou Catarina Hardwicke tem Insider de negócios em novembro de 2020.

Para evitar a multiplicação dos efeitos digitais ligados à pele brilhante dos vampiros, a equipa privilegiou cenários naturais cinzentos e enevoados. Esta escolha permitiu poupar na pós-produção, ao mesmo tempo que conferiu ao filme aquela atmosfera fria e misteriosa que se tornou a sua assinatura visual.

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Uma franquia que se tornou uma máquina de sucesso

A estratégia valeu a pena. Lançado em 2008, Crepúsculo – Capítulo 1: Fascínio arrecadou US$ 408 milhões em todo o mundo, transformando em grande parte seu orçamento inicial em lucros substanciais.

Diante desse sucesso, os recursos destinados às sequências aumentaram rapidamente. O segundo capítulo, Tentação (ou Lua nova), teve um orçamento de US$ 50 milhões e arrecadou US$ 711 milhões de bilheteria mundial. O terceiro filme, Hesitação (Eclipse), continuou no mesmo caminho com receitas de 698 milhões de dólares para um orçamento de 68 milhões.

Quanto às duas últimas partes, Apocalipse Parte 1 e Parte 2 (amanhecer), eles foram filmados com um orçamento combinado de aproximadamente US$ 230 milhões. Juntos, eles geraram US$ 1,55 bilhão adicionais.

O polêmico caso de Renesmée

Apesar desses recursos crescentes, um detalhe específico muitas vezes permanece apontado pelos espectadores: a representação em imagens geradas por computador da filha de Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson), Renesmée, no quarto filme. O diretor dos dois últimos capítulos, Bill Condon, reconhece hoje que esta escolha não foi a melhor.

Em Crepúsculo, havia um bebê CGI (imagens geradas por computador), meio humano, meio vampiro. Foi um desastre. Absolutamente não funcionou, e agora digo a mim mesmo que nunca deveríamos ter deixado isso passar”, admitiu o cineasta, autor dos dois últimos episódios, nas colunas do O repórter de Hollywood.

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Apesar dessas críticas persistentes, a saga continua sendo uma das franquias de fantasia mais populares dos anos 2000. Ainda hoje, continua a alimentar o debate, prova de que a história de amor entre Bella e Edward não perdeu nada do seu poder de fascínio.

A saga Crepúsculo pode ser assistida novamente em streaming no Prime Video.

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