No seu apartamento em Urmia, cidade com pouco mais de 1 milhão de habitantes no noroeste do Irão, Donya e Darya Javid Gonbadi andam em círculos desde outubro de 2025. Separadas da família que permanece em Mölndal, na costa oeste da Suécia, as duas irmãs, de 21 e 24 anos, aguardam notícias dos seus advogados. Eles não ousam sair. “Não podemos estudar, porque aqui o sistema é completamente diferente e nosso nível de idioma não é suficiente para trabalhar. A nossa única esperança é que a Suécia nos dê outra oportunidade.”, confidenciar meninas no WhatsApp.
Tal como eles, centenas de jovens – não há números oficiais – foram informados nos últimos meses que deveriam deixar a Suécia. Não importa se a família está lá legalmente: os serviços de imigração acreditam que, uma vez adultos, não têm mais motivos para ficar, mesmo que já vivam lá há anos. Altamente divulgados, esses chamados casos de“expulsão de adolescentes” suscitam tal indignação no país que os líderes políticos reconhecem que o endurecimento da política migratória, lançado pelos sociais-democratas em 2016 após a chegada de 240.000 requerentes de asilo em dois anos, e acentuado pela direita e pela extrema direita desde 2022, talvez tenha ido longe demais.
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