Célia Pelluet, durante o Festival des clics et des sciences, em Paris, 20 de setembro de 2025.

No pulso esquerdo, Célia Pelluet traz tatuada a lembrança de uma viagem ao Chile: um aglomerado de estrelas da constelação de Touro, as Plêiades. “Uma imagem congelada do céu noturno sobre o deserto do Atacama. Foi tão lindo! »ela descreve antes de se interromper, subitamente tomada pela dúvida: “Esta frase parece extremamente ridícula…”

Nem tanto. Adoramos ouvi-la falar sobre o espaço, sua paixão pela precisão, pelas medidas e por esse pedaço de céu que ela gravou na pele. Engenheira do Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES), ela levou os detalhes a ponto de reproduzir os rastros de luz das estrelas – verticais e horizontais – que percebemos ao observar o céu em um sensor saturado de luz. O efeito de “florescendo”explica o doutor em física quântica. À noite, ela tira a blusa e troca as ciências exatas por outra disciplina: stand-up.

“Fazer válvulas é uma ciência experimental, garante o engenheiro. Existe uma teoria da construção de piadas, um processo mecânico que estudei. Criamos uma história, trabalhamos nela como num laboratório: variamos um parâmetro, observamos as reações, depois analisamos o que causou a mudança. » Monsieur Jourdain, o cavalheiro burguês de Molière, escreveu prosa sem saber; “stand-ups fazem ciência sem querer”ela observa.

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