Quatro membros da Estação Espacial Internacional (ISS) serão evacuados na quarta-feira devido a um problema de saúde que afeta um deles, pela primeira vez na história do laboratório em órbita.

Os astronautas americanos Mike Fincke e Zena Cardman e os seus homólogos russos Oleg Platonov e o japonês Kimiya Yui iniciarão a sua viagem de regresso à Terra um mês antes do final programado da sua missão.

Esta evacuação, a primeira deste tipo realizada desde a criação da Estação Espacial Internacional, há mais de 25 anos, está ligada a um problema de saúde enfrentado por um deles.

A tripulação deverá deixar a ISS às 22h05. GMT na quarta-feira e pousar na costa da Califórnia na quinta-feira por volta das 8h40 GMT a bordo de uma cápsula Dragon da empresa SpaceX do multibilionário Elon Musk.

A NASA, que não quis comunicar a identidade do astronauta em causa nem fornecer detalhes sobre a natureza deste problema médico, insiste que não se trata de uma evacuação de emergência, sendo o estado do paciente estável.

– “Agridoce” –

“Estamos todos bem”, garantiu esta semana o piloto da missão Mike Fincke numa mensagem na rede social LinkedIn.

“Esta é uma decisão cuidadosamente ponderada e visa permitir a realização de exames médicos adequados no terreno, onde todas as capacidades de diagnóstico estão disponíveis. É a decisão certa, mesmo que agridoce”, continuou.

Esta evacuação foi motivada pela existência de um “risco persistente” e “incerteza quanto ao diagnóstico”, explicou o médico-chefe da NASA, James Polk, na semana passada.

Os quatro indivíduos, integrantes da missão Crew-11, haviam ingressado na ISS em agosto e lá permaneceriam até a chegada do próximo rodízio de tripulantes, previsto para meados de fevereiro.

Esta missão chamada Crew-12, da qual participará a astronauta francesa Sophie Adenot, poderá, portanto, partir mais cedo do que o planejado, disse a NASA.

Entretanto, a Estação Espacial Internacional permanecerá ocupada por um astronauta americano e dois cosmonautas russos que chegaram em novembro, transportados por uma nave russa Soyuz.

– Preparado para o pior –

A agência espacial russa Roscosmos opera com a NASA na ISS e as duas agências se revezam no transporte de um cidadão do outro país, uma das raras áreas de cooperação que continua entre os Estados Unidos e a Rússia.

Habitada permanentemente desde 2000, a Estação Espacial Internacional é um modelo de cooperação internacional que reúne Europa, Japão, Estados Unidos e Rússia.

Os astronautas, astronautas e cosmonautas que ali ficam são treinados para realizar diversas missões científicas, mas também para lidar com as possíveis complicações ligadas à vida no espaço.

A tripulação evacuada estava preparada para “lidar com situações médicas imprevistas”, lembrou um alto funcionário da NASA, Amit Kshatriya.

Durante a estadia de vários meses neste laboratório localizado a 400 km acima da Terra, a tripulação teve de realizar diversas missões científicas que vão desde o estudo da divisão de células vegetais até às células estaminais humanas e até à simulação de cenários de aterragem lunar, no âmbito do programa Artemis da NASA, que planeia o regresso dos americanos à Lua.

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