
Não é incomum que filhos de artistas sigam o mesmo caminho dos pais. No cinema francês, há muitos exemplos. É assim que podemos admirar Josiane Balasko e Marilou Berry na tela e no teatro, ou mesmo Alexandra Lamy com sua irmã Audrey Lamy e sua filha Chloé Jouannet. A família de Clémentine Célarié não foge a esta regra. A atriz, que estrela a nova série TF1 O Diplomaem que interpreta uma mulher vítima de violência doméstica, tem três filhos. O mais velho, Abraham Diallo, nasceu de seu relacionamento, na década de 1980, com o baixista Henri Diallo. Depois ela teve dois filhos com o diretor Christophe Reichert (Vida mais linda, Um sol tão grande): Gustave e Balthazar. Todos os três são artistas, assim como seus pais.
Como Clémentine Célarié participa da carreira de seus três filhos?
Neste sábado, 7 de fevereiro de 2026, Clémentine Célarié foi convidada em O diário inesperado por Stéphane Boudsocq, na RTL. A jornalista perguntou sobre seu vínculo com os filhos e seu lugar como artistas. “Não é fácil. É uma luta o tempo todo, ela respondeu. Porque eles são artistas puros. Eles não querem sucesso fácil, não querem algo necessariamente comercial.” Ela então detalhou com muito orgulho o trabalho de seu mais velho, que produz sob os pseudônimos Tismé ou Abraham: “Abraham faz hip-hop, faz parte de uma trupe de dança, ele mesmo faz a produção. Ele faz música, é magnífico.” Stéphane Boudsocq lançou então um trecho de uma peça, Cabeça nas nuvens. “Há um ótimo clipe na net sobre isso, filmado em uma praia em Dunquerque”explicou a mãe do artista. “Lá está ele, ele briga, faz muitas oficinas na prisão, com idosos, em asilos, enfim ele é muito altruísta”, acrescentou Clémentine Célarié, antes de falar sobre seus outros dois filhos: “O meu segundo, ele faz música, jazz. E o jazz hoje funciona, só que é difícil ganhar a vida com isso. O meu terceiro é pintor, ele faz cenografia.”
Não há dúvida para a atriz, que recentemente revelou ter câncer de cólon, de deixar os filhos trabalhando sozinhos diante da dificuldade de se destacar na arte. “Criamos uma caixinha,” ela disse. Ela revela que os apoia financeiramente. “Eu os ajudo”, ela disse, “com o dinheiro que ganho.” “Somos como um grupo hoje, acrescenta a atriz. Eles são mais que meus filhos, são aliados artísticos. Gosto de trabalhar com eles.”
Artigo escrito em colaboração com 6Médias