E se o seu smartphone pudesse durar o dobro sem ficar maior? Essa é a promessa da tecnologia silício-carbono da Honor. Para provar isso, um YouTuber hackeou um Samsung Galaxy Z TriFold para injetar essa nova química.

Scotty Allen está de volta a Shenzhen, e quando este YouTuber passa perto dos mercados de Huaqiangbei, raramente compra uma capa protetora.

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Desta vez, o projeto é tão absurdo quanto fascinante: pegar no mais recente smartphone dobrável da Samsung e substituir as suas baterias pelas do seu concorrente Honor.

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A ideia não surge do nada. Honor está fazendo muito barulho com seu Honre as baterias de silício-carbonouma tecnologia que promete uma densidade muito maior do que a do íon de lítio convencional. Mas em vez de ficar satisfeita com um comunicado de imprensa, a marca desafiou o YouTuber de Strange Parts a integrar as suas células num dispositivo concorrente.

O alvo? Um Samsung Galaxy Z triplo. Um dispositivo de US$ 3.000 que Scotty terá prazer em cortar para a ciência. Porque o problema é simples: as baterias Honor são mais densas, mas também são mais largas que as da Samsung. Isto não é “plug and play”.

Silício-carbono: o fim do teto de vidro?

Então, por que se preocupar? O íon de lítio tradicional está estagnado. Estamos bloqueados pela quantidade de lítio que os ânodos de grafite podem absorver. Ao integrar o silício, Honor explode esses limites. O silício pode armazenar até 10 vezes mais lítio do que o grafite. Mas há um problema: ele incha como um balão durante o carregamento, o que acaba destruindo a bateria.

Para estabilizar tudo isso, Honor utiliza carbono e uma estrutura de esferas nanométricas de silício. O resultado é claro: passamos de uma densidade padrão de 700 Wh/L para uma densidade de energia de 921 Wh/L para a versão internacional, e até 985 Wh/L para o modelo chinês.

Em seu vídeo, Scotty Allen demonstra o processo de enxerto. Ele teve que pegar os sistemas de gerenciamento de bateria (BMS) da Samsung e soldá-los às células Honor para que o telefone funcionasse. É soldagem por pontos e diagramas improvisados ​​sob um microscópio.

Mas o mais maluco é a adaptação física. Para encaixar essas baterias maiores, Scotty Allen teve que modelar o chassi da Samsung em 3D e depois passar tudo por uma fresadora CNC. Ele literalmente usinou o metal do smartphone para ganhar os poucos milímetros que faltavam. Ele ainda teve que planejar parte das dobradiças, deixando o mecanismo um pouco “macio”.

Usinagem CNC e telas quebradas: o preço da inovação

Agora vamos falar sobre o custo dessa experiência. Scotty sacrificou várias telas. Nestes smartphones dobráveis, o painel é colado. Um movimento errado com a palheta ou muita tensão ao dar corda e ela se perde. Custando US$ 1.000 por substituição de tela, a conta aumenta rapidamente.

O resultado final está aí, no entanto. Ao combinar o aumento na densidade e um volume de bateria um pouco maior, Scotty conseguiu aumentar a capacidade total em 71%. Se compararmos em igual volume, o ganho puramente tecnológico permanece em 38%. É enorme. É a diferença entre um telefone que morre às 19h. e aquele que fica com você até o meio da noite seguinte.

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Podemos perceber claramente que fabricantes como a Samsung estão numa fase de extrema cautela após os reveses históricos da bateria do Note 7. Eles preferem otimizar o software em vez de correr riscos na química das células. Mas a Honor, ao produzir silício-carbono em larga escala, mostra que isso é possível.


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