Em Novembro passado, Karl Olive, deputado da Renascença por Yvelines, apresentou à Assembleia Nacional um projecto de lei que visa tornar obrigatória a instalação de detectores de monóxido de carbono nas residências.

Esta iniciativa, ainda em discussão apesar do contexto político turbulento, levanta uma questão essencial: como proteger melhor os cidadãos contra um perigo invisível que faz centenas de vítimas todos os anos?

Este dispositivo de segurança, ainda hoje opcional, poderá juntar-se rapidamente aos detectores de fumo entre os equipamentos impostos aos proprietários e inquilinos.

Um perigo subestimado que ataca silenciosamente

O monóxido de carbono representa uma ameaça insidiosa. Ao contrário da fumaça de um incêndio, esta gás tóxico não pode ser visto, não pode ser sentido e não avisa. Resulta de uma combustão incompleto em dispositivos defeituosos ou mal conservados: caldeiras a gás, fogões bebidalareiras ou sistemas de aquecimento a óleo. Muitas vezes as vítimas não sentem sintomas somente após exposição perigosa, tornando qualquer reação retardada.

Segundo dados do Serviço Público, as intoxicações ocorrem com frequência no período de aquecimento, entre outubro e março. A ventilação insuficiente agrava consideravelmente os riscos. Habitações antigas, equipadas com instalações degradadas, estão particularmente expostas. No entanto, um equipamento simples, acessível por cerca de trinta euros, seria suficiente para alertar os ocupantes antes que a situação se tornasse crítica.


Para parar de se envenenar em casa, este detector de monóxido de carbono pode se tornar obrigatório nas residências. © estúdio aquaArts, iStock

Espera-se que a legislação complemente os sistemas existentes

A obrigação de instalação de detectores de fumo, em vigor desde 2015, marcou um avanço significativo para prevenção incêndios domésticos. Por outro lado, estes dispositivos detectam apenas partículas de combustão visíveis e permanecem ineficazes contra o monóxido de carbono. Esta lacuna justifica plenamente a actual iniciativa legislativa.

Se esta lei for aprovada, abrangerá tanto as residências principais como os alojamentos para arrendamento. Os proprietários seriam obrigados a equipar suas propriedades antes de qualquer novo aluguel. Esta medida preventiva faz parte de uma abordagem global para proteger as casas, comparável aos padrões já aplicados em vários países europeus onde estes detectores são exigidos há vários anos.

A expectativa de uma obrigação legal não deve, contudo, abrandar o equipamento voluntário das habitações. Os especialistas em segurança doméstica recomendam antecipar esta possível obrigação, especialmente porque os preços poderão aumentar quando a medida se generalizar.

Ações de prevenção a adotar agora

Além da instalação de um detector, diversas medidas preventivas limitam consideravelmente os riscos de envenenamento. Estas práticas simples devem tornar-se reflexos para todos os ocupantes de uma casa equipada com aparelhos de combustão.

Aqui estão as ações prioritárias a implementar:

  • Faça com que o seu equipamento de aquecimento seja verificado anualmente por um profissional qualificado.
  • Limpe regularmente os sistemas de ventilação e dutos de exaustão.
  • Ventile sua casa diariamente, mesmo quando inverno.
  • Nunca useaquecedores backup não elétrico em salas fechadas.
  • Proibir o uso de churrasqueiras, braseiros ou geradores em ambientes fechados.

Se houver suspeita de mau funcionamento, deve-se desligar imediatamente o aparelho em questão, abrir portas e janelas, evacuar o local e entrar em contato com um técnico. Esses reflexos podem salvar vidas enquanto aguardam intervenção profissional.

A instalação generalizada de detectores de monóxido de carbono seria um grande passo em frente na matéria segurança doméstica, transformando um investimento modesto em proteção vital para milhares de famílias francesas.

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