A LISTA DA MANHÃ

Usamo-los cem vezes por dia, são ao mesmo tempo os adornos, os enfeites da língua e a dor de cabeça dos tradutores: os linguistas chamam-lhes “expressões idiomáticas” porque são específicas de cada idioma. Então tente traduzir “meus braços estão caindo” para o inglês (meus braços estão caindo), o seu interlocutor anglo-saxão abrirá olhos “do tamanho de discos”! Ele vai pensar que você tem “uma aranha no teto”, só que para ele é “um morcego na torre do sino”.

Algumas expressões francesas são tão antigas que esquecemos o que significam. Mergulhe no misterioso universo das palavras que o levam numa viagem no tempo.

Faça boa comida

Ainda que “fazer boa comida” seja sinónimo de desfrutar de uma refeição generosa, em termos ortográficos, a expressão, ao contrário do que parece óbvio, não se escreve como em “pâté” ou “carne de salsicha”, mas sim como em “querido amigo” ou “querida senhora”. Para que ? Esta expressão, que remonta ao século XIVe século, não se baseia no adjetivo “cher”, do latim Carus (“querido, amado”, “precioso, caro”), mas no substantivo “querido”, do latim caradesignando o rosto, e que só sobrevive no francês atual neste sentido. “Fazer boa comida”, portanto, originalmente significava ter uma cara boa, uma cara boa, acolher com um sorriso. Também era possível “dar mau ânimo” ao importuno que vinha bater na porta.

Você ainda tem 77,7% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *