Líderes políticos, figuras do mundo económico ou cultural e, claro, personalidades da comunidade judaica reuniram-se no carrossel do Louvre, em Paris, na quinta-feira, 19 de fevereiro. Este ano, mais de mil pessoas participaram no jantar organizado pela quadragésima vez pelo Conselho Representativo das Instituições Judaicas em França (CRIF), um recorde. Entre eles, também fizeram a viagem 24 ministros, bem como numerosos deputados – incluindo o antigo Presidente da República François Hollande – que vieram mostrar a sua amizade à comunidade judaica.
Num contexto marcado pela eclosão do anti-semitismo em França após o ataque terrorista do Hamas contra Israel em 7 de Outubro de 2023, muitos disseram na noite de quinta-feira que queriam ser “presente” para uma categoria de disciplina francesa “em enorme tensão”.
Como recordou Yonathan Arfi, presidente do CRIF, durante o seu discurso na noite de quinta-feira, os judeus de França representam 1% da população, mas sofrem metade dos actos anti-religiosos. Segundo números do Ministério do Interior, publicados a 12 de fevereiro, foram registados 1.320 ataques em 2025, com uma proporção particularmente elevada (67,4%) de ataques pessoais, categoria que inclui ataques verbais, físicos ou mesmo insultos online.
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