Inseparáveis do universo “Kaamelott”, as 3 notas de trompa que abrem cada episódio da série podem ser ouvidas novamente na “Segunda Parte” [partie 1]”, atualmente nos cinemas. E agora sabemos a que correspondem.
SPOILERS – Atenção, o artigo abaixo revela possíveis spoilers. Se você não deseja conhecer seu conteúdo, por favor não leia o que se segue…
Nos cinemas há quase três semanas, Kaamelott – Segunda Parte [partie 1] conta as novas aventuras do Rei Artur e dos seus cavaleiros no Reino de Logres. Dentre as muitas aventuras descritas neste novo longa-metragem, a inauguração da Nova Mesa Redonda constitui um dos destaques da trama.
Três notas de trompa
Este acontecimento, que funciona como fio condutor do filme e que permite às personagens embarcar em novas missões, também dá a resposta a uma questão que muitos espectadores sem dúvida se colocam desde o início da série, em Janeiro de 2005.
A que correspondem exatamente as três notas de trompa emblemáticas que podemos ouvir no início de cada episódio e de cada filme de Kaamelott? Por quem eles são surpreendidos? E em que ocasião?
Sem fornecer uma explicação completamente precisa sobre este assunto, esta Segunda Parte [partie 1] permite-nos (pela primeira vez na saga de Alexandre Astier) ouvir estas três notas ressoarem diegeticamente, ou seja, dentro da trama.
Neste caso, soam sistematicamente para anunciar a chegada de um convidado ilustre à Nova Távola Redonda, por exemplo o Duque da Aquitânia, ou o próprio Artur.
Será que Alexandre Astier pretendia desde o início associar estas três notas já lendárias a esta nova montagem? Ainda assim, ao compô-los no início dos anos 2000, o seu objetivo era muito claro, como confidenciou ao nosso microfone há três anos.
SND
“É uma chamada”
“É uma chamada”ele nos disse.
“Neste tipo de guerra que as emissoras travavam na altura, onde havia um milhão delas ao mesmo tempo, com o tempo, ou com o fim do noticiário, interessou-me, em primeiro lugar, chamar as pessoas para a sua TV. (…) É uma forma de dizer ‘É agora!’, bem alto no post.”
“Acho que esse sinal foi feito para mergulhar as pessoas em outro mundo. De uma forma bem curta, porque eu tinha 4 minutos no total, mas tinha um lado assim: ‘Agora é a nossa vez de conversar! Vamos fazer um pequeno interlúdio com Kaamelott na televisão, e começa assim, com algo muito marcante”.
Três sons imediatamente identificáveis e associados ao universo de Kaamelott, portanto. Como as três batidas que se ouvem no preâmbulo de uma peça? De qualquer forma, Astier parece endossar a comparação:
“Sim, acho que os três movimentos teatrais – mesmo que haja mais do que isso no teatro – servem um pouco para dizer às pessoas: ‘Parem de conversar entre vocês, guardem suas coisas, desliguem seus telefones, cabe a nós conversar’. Acho que é completamente essa função, sim.”
(Re)descubra o trailer do filme…