Células humanas infectadas com o vírus da gripe aviária, micrografia eletrônica de varredura colorida (MEV). O vírus mostrado aqui em azul possui um gene derivado do H5N1. Ampliação: x10.000 a 10 cm. Amostra fornecida pelo Grupo de Pesquisa da Gripe, Professora Wendy Barclay, Imperial College London.

Como é que os vírus da gripe adquirem as suas formidáveis ​​capacidades de multiplicação ou virulência? Dois estudos dissecaram o funcionamento desses processos. O primeiro, publicado na revista Natureza, no dia 4 de março, mostra como o vírus influenza tipo A comete, no núcleo das células humanas que infecta, uma abdução molecular para conseguir se multiplicar. A segunda, publicada na revista Ciênciano dia 12 de março, revela como a “máquina copiadora” do RNA do vírus da gripe aviária às vezes para, tornando esse patógeno muito mais letal – inclusive para humanos, quando consegue cruzar a barreira das espécies.

Notavelmente, estes dois estudos unem-se em torno da mesma molécula, a RNA polimerase destes vírus. “Isso garante duas funções cruciais: transcreve o genoma viral em RNA mensageiro e copia esse genoma”resume Stephen Cusack, do Laboratório Europeu de Biologia Molecular, em Grenoble. Este pesquisador é um dos coordenadores do trabalho publicado em Naturezarealizado com equipes do CNRS no Institut Pasteur, em Paris, e no Instituto Max-Planck, em Göttingen (Alemanha).

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