O presidente da Confederação Nacional da Indústria Brasileira, Ricardo Alban (à esquerda), com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, 13 de agosto de 2025.

“Uma oportunidade histórica para reposicionar o Brasil no comércio mundial. » É difícil ser mais elogioso do que a reação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), principal sindicato patronal do setor no Brasil, ao anúncio da finalização do conteúdo do acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), em 6 de dezembro de 2024. A declaração foi, no entanto, surpreendente, já que a assimetria entre as indústrias brasileira e europeia é tão flagrante.

Em 2024, a indústria dos Vinte e Sete produziu um valor acrescentado de 4.300 mil milhões de dólares (cerca de 3.690 mil milhões de euros), segundo o Banco Mundial – um valor mais de 6 vezes superior aos 644 mil milhões de dólares libertados pelas fábricas da aliança que reúne Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. Se, na mídia brasileira, jornalistas e especialistas apontam os riscos do acordo para a indústria brasileira, os primeiros interessados ​​ficam entusiasmados. Para o economista “os perigos estão agora reduzidos”. Isso é evidenciado pelas concessões feitas ao setor automobilístico, considerado um dos setores mais expostos da indústria brasileira. O sector obteve assim a prorrogação do prazo para a eliminação gradual das tarifas aduaneiras de quinze para dezoito anos.

Você ainda tem 66,84% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *