Um soldado paquistanês monta guarda na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, em Chaman (Paquistão), após trocas de tiros noturnas entre os dois países, em 27 de fevereiro de 2026.

Discursos beligerantes e mortes ainda não fazem guerra. Depois dos ataques paquistaneses, na noite de quinta-feira, 26 de fevereiro, para sexta-feira, 27 de fevereiro, contra instalações militares talibãs em Cabul e nas províncias fronteiriças e depois da resposta do regime afegão, na sexta-feira, contra postos militares em Islamabad, os dois Estados não manifestaram qualquer desejo de ceder às exigências do outro. No entanto, face à preocupação, expressa através dos canais diplomáticos pelos respectivos aliados, sobre uma escalada do conflito, os beligerantes pareciam, sexta-feira à noite, medir os riscos de um confronto generalizado.

Na sexta-feira, os dois países divulgaram números que nenhuma autoridade independente conseguiu confirmar. O porta-voz militar do exército paquistanês, tenente-general Ahmed Sharif Chaudhry, garantiu que os ataques mataram 274 talibãs, enquanto o Paquistão perdeu doze soldados.

Por sua vez, o porta-voz do governo afegão, Zabihullah Mujahid, disse que as forças talibãs mataram quarenta soldados paquistaneses durante um ataque à fronteira. Foi, acrescentou ele, “para deixar claro que podemos alcançá-los e que responderemos a todos os atos maliciosos”.

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