Imagem retirada do documentário

FRANÇA 5 – DOMINGO 5 DE ABRIL ÀS 21h05 – DOCUMENTÁRIO

Histórico, diplomático e económico: descrever desta forma as ligações entre França e Marrocos é justo, mas falta-lhe o essencial, o carnal, o apaixonado, o único que pode explicar as crises e os retalhos que apimentaram as suas relações durante um século. Ao construir seu documentário a partir de uma analogia com o casal, o diretor Benoît Bringer conseguiu fazer as pessoas temerem o pior. Por outro lado, ele produz o melhor. Ele destaca a complexidade das relações humanas e acerta o alvo.

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Eu também não te amo. França-Marrocos, o título parece hesitar entre o romance e a partida de futebol. Se os dois estão ligados pela paixão, a semifinal da Copa do Mundo de 2022 entre os Blues e os Leões do Atlas é vivida como um desfecho – independentemente do placar de 2 a 0 a favor dos franceses. Porque, pela primeira vez, os dois países jogam em pé de igualdade. Um grande símbolo, um grande desgosto também. “É como se minha mãe estivesse jogando contra meu pai”brinca o comediante Jamel Debbouze, antes do início do jogo.

Para entender, Benoît Bringer volta no tempo, até a divisão de 1912, estabelecida para esmagar a insurreição do Rif. Ao salvar as antigas cidades de Fez, Meknes e Marrakech, o marechal Lyautey (1854-1934) deu um rosto mais humano à colonização e criou um vínculo especial.

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