Duas semanas antes da abertura do dia 30e Conferência Mundial do Clima (COP30), em Belém (Brasil), é hora de fazer um balanço da ação climática. O elaborado pela ONU para o Clima, terça-feira, 28 de outubro, é misto e provavelmente dará origem a uma leitura otimista ou pessimista. Por um lado, os planos climáticos dos países – já apresentados ou simplesmente anunciados – conduzem pela primeira vez a uma redução global das emissões de gases com efeito de estufa nos próximos dez anos. Por outro lado, os Estados ainda estão muito longe de limitar o aquecimento a 1,5°C – o objectivo mais ambicioso do acordo de Paris – e a maioria dos grandes poluidores ainda não apresentou formalmente novos compromissos.
“Entramos numa nova era de acção e ambição climática. Os países estão a definir objectivos climáticos nacionais, e planos para os alcançar, que diferem em ritmo e escala de tudo o que foi feito antes”deu as boas-vindas a Simon Stiell, secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC).
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