Amir Reza-Tofighi (à direita), presidente do CPME e Patrick Martin, presidente da Medef, em Paris, 23 de junho de 2025.

A negociação de contratos curtos está a entrar na reta final e o seu resultado permanece muito incerto. Os sindicatos e empregadores deverão reunir-se na quinta-feira, 9 de abril, na sede da Unédic, para aquela que deverá ser a sessão final de discussão. Mas não é impossível que os atores decidam fazer prorrogação.

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Um compromisso parece, neste momento, difícil de alcançar, uma vez que as posições são muito divergentes. As conversações irão, em qualquer caso, chegar ao cerne da questão, uma vez que a delegação patronal enviou, na sexta-feira, 3 de Abril, às organizações de trabalhadores um primeiro projecto de acordo relativo à utilização de contratos a termo. Um texto no qual confirma as propostas apresentadas durante as negociações abertas em 28 de janeiro. E, como há mais de dois meses, devem ser calorosamente acolhidas pelos sindicatos.

A divisão é bastante clara entre os atores sociais, como é frequentemente o caso neste assunto. Os representantes dos trabalhadores querem restringir a utilização de contratos de curta duração, reforçando as restrições para que as empresas favoreçam contratos de longo prazo. Recorde-se que dos 46,2 milhões de contratações registadas em 2024, 21,1 milhões foram com contratos a termo, 20,7 milhões com contratos temporários e apenas 4,4 milhões com contratos permanentes. E os contratos de menos de um mês são a grande maioria.

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