Emmanuel Macron, no Conselho Europeu, em Bruxelas, 19 de março de 2026.

Emmanuel Macron deveria iniciar, na terça-feira, 31 de março, uma visita ao Japão e à Coreia do Sul envergonhados pela guerra que abala o Médio Oriente. O Eliseu reconhece que a crise será “um dos principais temas de discussão, também um importante tema de convergência” do presidente francês com o primeiro-ministro japonês, Sanae Takaichi, e seu homólogo sul-coreano, Lee Jae-myung. Ações da França “a mesma concepção da necessidade da diplomacia para encontrar uma saída para esta crise”.

A viagem de Macron, organizada tendo em vista o G7 em Evian (Alta Sabóia), em Junho, na qual participarão os líderes japoneses e sul-coreanos, ocorre num momento em que a guerra liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão está a forçar os dois principais aliados de Washington no Nordeste Asiático a repensar a sua política de segurança. A sua dependência dos Americanos, aliada a uma aproximação crescente com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, num contexto de tensões crescentes no Indo-Pacífico, acarreta um risco acrescido de serem arrastados para conflitos nos quais não desejam participar, como é o caso do Irão, ou de serem confrontados com chantagem por parte de Washington, ameaçando retirar a sua protecção. Este risco leva-os a aumentar a sua autonomia estratégica.

Você ainda tem 79,5% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *