Quinta-feira, 19 de fevereiro, marcou a entrada no programa olímpico de esqui de montanha, única disciplina acrescentada ao calendário Milão-Cortina. E no sprint individual, os Blues participaram da comemoração, tanto feminina quanto masculina, elevando para 19 o total de medalhas da delegação francesa, faltando ainda três dias de competição.
Os sorrisos pareciam presos nos rostos de Emily Harrop e Thibault Anselmet no final do evento. É preciso dizer que não poderiam ter sonhado com coisa melhor – senão terminar um ou dois degraus acima no pódio – para a sua primeira Olimpíada, nas encostas do Stelvio (Trentino-Alto Adige). O primeiro ganhou a prata, o segundo o bronze.
“Ganhar uma medalha olímpica significa muitoexpressou Thibault Anselmet com orgulho ao microfone do Eurosport, no final da sua corrida. Estou muito orgulhoso. É ótimo que nosso esporte seja olímpico. » Se ele considera ter sido “em dificuldade desde as quartas de final”ainda conquistou o terceiro lugar com 3 segundos de vantagem sobre o suíço Arno Lietha. Emily Harrop pode ter alguns arrependimentos. Liderando as duas eliminatórias, ela caiu na final. A culpa está numa terceira transição mal negociada, durante a qual cedeu 9 segundos à suíça Marianne Fatton, coroada.
A Noruega é a padroeira do combinado nórdico
Por outro lado, a final do combinado nórdico teve um ar de déjà vu. Nas últimas três edições dos Jogos, a Noruega conquistou o ouro duas vezes no sprint por equipes: em 2014, em Sochi (Rússia), depois em 2022, em Pequim – teve que se contentar com a medalha de prata em 2018, em Pyoeongchang (Coréia do Sul). Esta edição de 2026 não foi exceção à regra.
Liderada pela dupla Andreas Skoglund – Jens Luraas Oftebro – este último já tem dois títulos olímpicos em Milão-Cortina, na pequena e grande colina – a Noruega há muito disputa a justa com a Finlândia. A 1,5 quilómetros da meta, os seus rivais estavam ainda na frente. Mas Jens Luraas Oftebro acelerou para relegar seu homólogo Eero Hirvonen para meio segundo e, portanto, ganhar o ouro. A dupla francesa, composta por Marco Heinis e Maël Tyrode, terminou em 9º lugare.
Skatista Zhogyan Ning bate recorde olímpico
É uma coroação que vale ouro, nos dois sentidos da palavra. O chinês Zhongyan Ning venceu a final dos 1.500m na patinação de velocidade, com o recorde olímpico em jogo. Ainda mais raro, o recorde anterior – do holandês Kjeld Nuis em 1 min 43 seg 21 – foi batido… quatro vezes nesta final. Primeiro pelo seu compatriota Joep Wennemars, que terminou em 4ºedepois pelo próprio Kjeld Nuis, finalmente em bronze. O americano Jordan Stolz, coroado nos 500m e 1.000m em Milão, ficou com a medalha de prata. O francês Valentin Thiebault terminou em 17º lugare lugar.
No final das contas, a seleção feminina de hóquei no gelo dos Estados Unidos conquistou o título às custas do Canadá, atual campeão (2-1). Perdendo até o final do último terço, os americanos conquistaram a prorrogação, antes de vencer. Medalhista em todas as edições olímpicas desde a entrada da modalidade no programa, em 1998, a equipe dos EUA não conquistava o ouro desde Pyeongchang 2018.
Na patinação artística, Alysa Liu deu aos Estados Unidos o primeiro título olímpico na prova individual feminina desde Salt Lake City 2002. Ela está à frente das japonesas Kaori Sakamoto e Ami Nakai. Adeliia Petrosian, aguardada com grande expectativa após quatro anos de proibição da Rússia de competições internacionais e que competiria em Milão sob bandeira neutra, terminou em 6º lugar.e.