Mamíferos raros, os monotremados, põem ovos – é o caso do ornitorrinco e da equidna. Esta estranheza alimenta uma hipótese sobre o modo de reprodução dos nossos ancestrais distantes: “Os pré-mamíferos também devem ter sido ovíparos, como os répteis dos quais descendem”diz o paleontólogo Vincent Fernandez, especialista em imagens de radiação síncrotron no Centro Europeu de Radiação Síncrotron em Grenoble. O problema é que até então “não tínhamos ovos fósseis para apoiar este raciocínio”.
Esta lacuna acaba de ser parcialmente preenchida com a análise, utilizando esta técnica de imagem, de um embrião de Lystrosaurus, um pré-mamífero com 250 milhões de anos descoberto na África do Sul. Ainda não temos a casca. Os pesquisadores precisam se contentar com uma espécie de “ovo fantasma”. Mas o fóssil aninhado num núcleo de rocha fossilizada está enrolado como um animal pronto para nascer e mostra sinais de imaturidade no seu desenvolvimento. Características “difícil de explicar sem imaginar que ainda está em sua origem”disse o pesquisador.
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