A imagem mais difundida de Tavira, pequena vila do extremo sul de Portugal, é sem dúvida a da Ponte Romana, que atravessa o Gilão com os seus sete arcos. A bonita Praça Doutor António Padinha está situada no coração histórico, a poucos passos deste monumento emblemático da cidade. Uma estátua de bronze de Dom Marcelino Franco, antigo bispo do Algarve, fica no centro da praça, rodeada por dois grandes pinheiros e uma palmeira. Ao redor: esplanadas de cafés, a igrejinha branca de São Paulo, dois edifícios decorados com azulejos (os azulejos típicos do país) e, dominando o conjunto, um antigo palácio.
Para os habitantes da região, é o Palácio de Tavaresem homenagem à família rica que a mandou construir no final do século XVIIIe século. Desde então, o edifício pertenceu a outras linhagens e conheceu diferentes utilizações, albergando por sua vez um centro cultural, uma loja de bicicletas e uma padaria, entre outras marcas. Mais recentemente, sofreu seis anos de obras de renovação destinadas a transformá-lo num elegante hotel que foi inaugurado no verão de 2025 com o nome Palácio de Tavira.
A fachada original foi preservada, com vinte janelas encimadas por frontões triangulares. Bem como a grande escadaria interior em pedra de dois lances que liga a entrada aos pisos superiores. Parte das portas e molduras da época também foram salvas. Para ampliar o local, foi construído outro edifício com pátios floridos, nas traseiras do antigo palácio. Estes novos espaços formam o que os proprietários chamam de “La Medina”, em uma homenagem ao passado mourisco da cidade.
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